quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Invisibilidade política e as redes sociais

As redes sociais dão a falsa impressão de que o mundo inteiro está te vendo. Tudo e principalmente porque a maioria ainda pensa em volume, quantidade, enquanto que na internet como um todo, o que importa de verdade é a qualidade. Se você não tem conteúdo, uma causa afinada com sua atividade, os mecanismos de busca simplesmente vão te ignorar.

É preciso aparecer nos resultados das buscas que o cidadão faz antes da hora da urna
Invisibilidade política e as redes sociais - É preciso aparecer nos resultados das buscas que o cidadão faz muito antes da hora da urna | ilustração/TSE

Na política não é diferente. Fan page no Facebook, perfil no Twitter, Instagram, Google+, LinkedIn, curtidas, comentários, corações, seguidores e todo tipo de sinalização não são garantia de que o político seja lembrado e mais do que isso, receba o voto, vital para a sua carreira.

Contato direto com o eleitor, segmentado e periódico, conteúdo alinhado com as necessidades do grupo de suporte (povo, associações e instituições) são as armas eficazes para fazer toda a diferença nas campanhas e o mais importante, com um custo operacional muito menor.


Facebook


O modelo de negócio do Facebook é totalmente voltado aos interesses dele próprio e na minha visão e experiência uma rede sem futuro pelo simples fato de que ele precisa de consumidor para justificar o dinheiro dos anunciantes.

Não há nada que ofereça conteúdo relevante ou que construa autoridade, nada que se possa fazer com o que aparece por lá, um "Orkut" cuja moda passou e o Google inteligentemente descontinuou. Uma bolha que está prestes a estourar.

Cada dia mais o Facebook se especializa em se tornar um gigantesco catálogo telefônico no formato eletrônico, nada mais do que isso. De tanto que se segmenta, vai acabar não atendendo ninguém. Uma bolha que condena bilhões ao ostracismo, um instituto de pesquisa que serve para coletar dados de consumo que provavelmente são vendidos aos donos do mercado internacional.

Marketing de conteúdo


Significa basicamente que o seu conteúdo quanto mais relevante, inédito e autoral, mais vai alimentar os mecanismos de busca (aquilo que as pessoas buscam quando digitam um assunto no Google). É lá no assunto de interesse do internauta que o seu nome precisa aparecer e saber associar isso de maneira natural é a chave que abre o cofre.

Você será lembrado pelas ações e pela defesa ou ataque que fizer de cada tema. Isso é o que vai ficar registrado nos bancos de dados da internet, nada mais.

E se esse registro não tiver espaço para o seu posicionamento oficial, mais valerá a opinião dos outros (jornais, revistas, grupos ativistas e assemelhados) e se isso for contra a sua intenção, será muito difícil corrigir o estrago. Razão pela qual é mais do que urgente que você tenha um blog ou site e pessoas trabalhando para deixar seu ponto de vista bem às claras e mais rápido que as outras opiniões.

Transparência


Mais do que em qualquer outro tempo, a transparência nas atitudes é o grande diferencial. Se o seu posicionamento além de relevante, inédito e autoral for transparente, vai poupar muito dinheiro e sola de sapato.

Eleitorado


Nas eleições municipais em Uberlândia de 2016 a quantidade de votos que elegeu os 27 vereadores foi menor que a que elegeu o grupo anterior em 2012. Os campeões de voto em 2016 tiveram a metade dos votos dos campeões em 2012 e a tendência é que isso se torne mais acirrado, alimentado pelo fogo do descrédito que assola a classe política atualmente.

Eleição para vereador em Uberlândia (2012)


444.792 – eleitorado total
70.307 – abstenções
16.238 – brancos
14.179 – nulos
344.068 de votos válidos

95.650 – foi a soma dos votos dos 27 eleitos. (Média de 3542 votos)

Eleição para vereador em Uberlândia (2016)


478.250– eleitorado total
92.545 – abstenções
19.829 – brancos
27.683 – nulos
338.193 de votos válidos

89.010 – foi a soma dos votos dos 27 eleitos. (Média de 3296 votos)

Compare os números e pense se pode existir uma maneira de reverter esse quadro.

Eu tenho propostas.



Pedro Reis é jornalista, ambientalista e artista plástico. Editor do FarolCom e do FarolCom Inteligência

FarolCom Inteligência Política
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